segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Critica

Durante muito tempo os educadores do nosso país não sabiam a real função da leitura, e, talvez ainda não saibam. Com isso, tentavam "implantar" nos seus alunos que o ato de ler é uma obrigação, necessária para a aprendizagem e para o crescimento profissional, cometendo assim um grave erro que irá marcar a história desse aluno no seu contato com o livro. É indiscutível que a leitura é um instrumento fundamental para a aprendizagem, no entanto, não podemos, nem devemos restringi-lo a sala de aula. A leitura é um ato social que irá determinar a evolução do cidadão, transformando-o num agente construtor na esfera da sua individualidade, bem como, da coletividade.

Uma dos principais meios para tentar desenvolver no aluno o prazer de ler, é o livro didático. Nota-se o quanto o professor tem que ter a sensibilidade de perceber que existem outros métodos para desenvolver no aluno essa capacidade: gostar de ler. Comparando-se a uma construção, a maturidade da leitura é construída em uma base sólida, gradativa, mas que o principal pedreiro é o próprio leitor; o que o educador deve fazer é fornecer o material indispensável para a sua edificação, ou seja, mediar o contato entre seus alunos e a literatura.

O principal objetivo da escola deveria ser “formar sujeitos sociais leitores da realidade em que se inserem e capazes de usar a escrita como instrumento indispensável à sua participação na sociedade. Infelizmente, ainda não se evidencia essa preocupação por parte de um número considerável dos professores do nosso país. Essa falha por parte do educador ocasionará traumas no educando, afastando-o cada vez mais do seu contato com o livro.

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